Não tem mocinho.
A culpa não é de ninguém.
Não é bom,
é estranho.
Difícil.
Acabou,
Não é simples.
É dor no peito,
uma faca cravada, sem dono.
Um fantasma
que nos fere sem sabermos onde está.
No fim
nos resta o sangue
e um buraco fundo,
cheio de estilhaços cortantes
de coração.
2 comentários:
Gostei do risco no "simples assim" e gosto muito da ideia de a culpa não ser de ninguém. Se há um vilão, é "o fantasma" das circunstâncias "que nos ferem sem sabermos onde está".
Editado. Porque eu não aguento mais rosas e afins...
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